Dose 11

 


Penúltima Dose: 

O crescimento do Reino 

Para entender totalmente esta reflexão, favor ler antes:

01. Em Doses Homeopáticas: O fim do mundo e o mundo sem fim

02. Segunda Dose: As perguntas que não querem calar

03. Terceira Dose: O primeiro sinal – Falsos cristos

04. Quarta Dose: Guerras, rumores, fomes, pestes e terremotos

05. Quinta Dose: Perseguição da Igreja

06. Sexta Dose: Jerusalém cercada de exércitos

07. Sétima Dose: Fugindo de uma Grande Tribulação Local

08. Oitava Dose: Dias abreviados

09. Nona Dose: Um Deus Vingador

10. Décima Dose: Conhecendo Caifás

Continuação... 



O Sermão das Oliveiras
Profecias de Jesus:

Mateus 24

31. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.

32. Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.

33. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.

34. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam.

35. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.

Marcos 13

27. E ele enviará os seus anjos, e ajuntará os seus escolhidos, desde os quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu.

28. Aprendei, pois, a parábola da figueira: Quando já o seu ramo se torna tenro, e brota folhas, bem sabeis que já está próximo o verão.

29. Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que já está perto, às portas.

30. Na verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas estas coisas aconteçam.

31. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.

Lucas 21

28. Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima.

29. E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas as árvores;

30. Quando já têm rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão.

31. Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino de Deus está perto.

32. Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça.

33. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar.



Considerações:

A proposta desta seqüência de “doses” era mostrar que existe uma explicação bíblica, coerente e lógica para o sermão profético do Senhor Jesus em Mateus, colocando tudo o que ele disse antes do verso 34 de Mateus, como fatos cumpridos dentro daquela geração de discípulos, e que tudo se cumpriu literalmente.

Nesta parte que falta comentar, o Senhor fala que ainda naquela geração os anjos seriam enviados para reunir os escolhidos por todos os cantos do mundo.

Do quê está o Senhor a falar?

Posso apresentar três considerações sobre a questão de “anjos”, e qualquer uma delas me agrada e se adapta a proposta interpretativa que estou apresentando:

1. Anjos seriam literalmente os seres celestes que seriam enviados para como ajudantes ministradores, promoverem de forma espiritual o ajuntamento (a chamada gradativa e lenta) dos cristãos que foram sendo vivificados pelo Espírito Santo em escala crescente desde então;

2. Anjos seriam figuradamente os cristãos, missionários e evangelistas que seriam chamados por Deus e enviados a partir de então aos quatro cantos do mundo para pregação do Reino e colheita de novos cristãos para o Reino à medida que o Espírito Santo os vivificava;

3. Anjos seriam as duas coisas, seres celestes como ajudantes espirituais do Reino no plano espiritual (o clamor das trombetas neste caso seria ouvido no plano espiritual e imperceptível a nós no plano material terrestre) e Anjos poderia ser visto também como sendo os cristãos e missionários evangelistas que no plano material estariam (ajudados pelos anjos) a pregar a mensagem do Evangelho para todos no mundo, onde os resultados seriam lentos e de forma sempre crescente.

Qualquer uma das interpretações acima é plausível e não coloca Jesus em contradição.

Antes, durante e após a destruição de Jerusalém, literalmente os cristãos foram, espalhados pelo mundo afora, levando em conseqüência a mensagem do Evangelho, e isto se iniciou ainda naquela geração dos discípulos, e assim o Reino passou lentamente a crescer e isto até os dias de hoje (ainda em crescimento).

Para se entender que os “anjos” podem ser e de fato são ajudantes no Reino temos:

“E a qual dos anjos disse... .... Não são porventura todos eles (os anjos) espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” Hebreus 1.13.14

Para se entender que os “anjos” podem ser a figura de linguagem para se referir aos pastores e pregadores do evangelho e operários do Reino temos:

“E ao anjo (bispo da igreja local) da igreja que está em Laodicéia escreve.... conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.” Apocalipse 3.14-16

Que o Reino se iniciaria insignificante e cresceria lentamente temos:

“Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca...” Isaías 53.2

“E dizia: A que assemelharemos o reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos: É como um grão de mostarda que, quando se semeia na terra, é a menor de todas as sementes que há na terra; Mas, tendo sido semeado, cresce; e faz-se a maior de todas as hortaliças, e cria grande ramos, de tal maneira que as aves do céu podem aninhar-se debaixo da sua sombra.” Marcos 4.30-32

“Todos os limites da terra se lembrarão, e se converterão ao Senhor; e todas as famílias das nações adorarão perante a tua face.” Salmos 22.27

“Do aumento deste principado e da paz não haverá fim... o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.” Isaías 9.7

O reino naquela geração dos discípulos foi plantado, e iniciou insignificante e foi crescendo e crescendo... mesmo que hoje parece que pelas estatísticas temos que o que mais cresce seja o Islamismo, não há motivo para se desesperar nem desanimar, pois o nosso Senhor Reina e Ele é o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, e o seu Reino cresce a medida que os “anjos” vão efetuando
a colheita dos eleitos (em número cada vez maior) até que chegue o dia em que serão bilhões e bilhões de salvos.

Afirmo isto não baseado no meu otimismo, mas baseado na Palavra de Deus que afirma literalmente: O ZELO DO SENHOR DOS EXÉRCITOS FARÁ ISTO (o crescimento do Reino).

Por fim, Jesus diz aos discípulos que eles deveriam olhar para a figueira, e os meus outros irmãos que acham que Jesus está as portas para vir no nosso tempo presente, interpretam que a figueira aqui é Israel, que literalmente “brotou” em 1948 e que portanto estaríamos no fim.

De fato a “figueira” é usada como figura profética para falar de Israel em várias passagens, mas neste caso esta interpretação entra em conflito com a fala de Jesus que disse que tudo isto se daria naquela geração dos discípulos, logo para não haver contradição, entendemos que figueira aqui não é figura profética, Jesus apenas está dizendo (e poderia usar a macieira, o sombreiro, ou outra árvore qualquer) aos discípulos que a vinda dele em vingança (nas nuvens) sobre Jerusalém no ano 70 seria previsível a medida que os sinais fossem ocorrendo.

Resta falar ainda da palavra geração:

“Na verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas estas coisas aconteçam.” Marcos 13.30

Se você pegar uma Bíblia qualquer, e der uma lida nas notas de rodapé, a maioria delas dirão que “geração” significa “raça”, querendo dizer com isto que Jesus estava falando que não passaria aquela “raça” (judia), sem que todas aquelas coisas acontecessem, e por isto é que estes textos estariam falando de acontecimentos atuais, e que hoje estaríamos vivendo os minutos finais do relógio de Deus.

Não vou me delongar em rebater esta proposta interpretativa, uma vez que o objetivo é apresentar outra proposta, mas rapidamente pode-se lembrar e deixar como tarefa para os que entendem assim, que todos os textos onde a palavra “geração” aparece no Novo Testamento, ela nunca é tomada como significando “raça”.

Fica aqui o desafio de que encontrem e me mostrem na escritura, que “geração” signifique “raça”.

E como nota de rodapé não faz parte do texto sagrado, prefiro entender como o Senhor:

“Em verdade vos digo que não passará esta geração (dos discípulos que estavam ouvindo o Senhor falar) sem que todas estas coisas aconteçam.” Mateus 24.34

Os discípulos ouviram isto e entenderam que o Senhor…

... estava falando de uma geração 2000 anos depois?

... ou entenderam que estava falando deles mesmos?

A medida que o sinais foram ocorrendo, a medida que iniqüidade aumentou chegando ao ápice no governo de Calígola e Nero, a medida que os cristãos foram sendo jogados aos leões, queimados vivos, jogados em caldeirões ferventes, chicoteados, amarrados de pés e mãos....

O que poderiam os discípulos terem entendido do que o Senhor falou?

Quase todos os primeiros cristãos esfriaram no seu amor ao Evangelho.

Outros deles fizeram como o Senhor disse, levantaram suas cabeças com confiança, sabendo que a vinda do Senhor em vingança (nas nuvens) sobre Jerusalém estava às portas, e que o fim das perseguições e sua redenção (libertação) de todos aqueles tormentos (e em tal grau de intensidade) estava para chegar ao fim (para a sua geração).

Novas perseguições viriam no futuro, mas seriam outras gerações e outros contextos.

O que sabemos é que não importam as perseguições, uma verdade é clara: 

O Reino sempre cresce, começou com 12 apóstolos, depois 70 seguidores, depois 400, depois 3000.... e hoje já são milhões, e no futuro serão bilhões e podemos também levantar as nossas cabeças e com otimismo e confiança cantarmos juntos:

Como as águas...
Cobrem o mar...
E o conhecimento...
Da Sua Glória...
Há de enche-e-er...
Toda a te-e-rra...
Diz o Senhor...
Diz o Senhor…

Até a próxima “dose”, que será a última.

“... porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” Isaías 11.9

“Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar.” Habacuque 2.14


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