Dose 4
Quarta Dose:
Guerras, rumores, fomes, pestes e terremotos
Para entender totalmente esta reflexão, favor ler antes:
01. Em Doses Homeopáticas: O fim do mundo e o mundo sem fim
02. Segunda Dose: As perguntas que não querem calar
03. Terceira Dose: O primeiro sinal – Falsos cristos
Continuação...
…
O Sermão das Oliveiras
Profecias de Jesus:
Mateus 24
6. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.
7. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.
8. Mas todas estas coisas são o princípio de dores.
Marcos 13
7. E, quando ouvires de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis; porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim.
8. Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, e haverá fomes e tribulações. Estas coisas são os princípios das dores.
Lucas 21
9. E, quando ouvirdes de guerras e sedições, não vos assusteis. Porque é necessário que isto aconteça primeiro, mas o fim não será logo.
10. Então lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino contra reino;
11. E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu.
…
Considerações:
Jesus continua falando de coisas que aconteceriam no início (... é necessário que isto aconteça primeiro).
Jesus não está falando de acontecimentos do fim do mundo, porque mais a frente no versículo 14 ele diz “... então virá o fim...” ele logo após começa a falar da destruição de Jerusalém.
Logo o fim do qual Jesus está a falar aqui, é o fim da antiga formatação do Pacto firmado debaixo dos sacrifícios no Templo e do sacerdócio como antes era efetuado pelos levitas, dando início a uma nova formatação do Pacto só que agora o Templo passa a ser cada um que vem fazer parte do Corpo de Cristo (membro da Igreja invisível), e os sacerdotes passam a ser todos os que são chamados para fazer parte do Reino pelo novo nascimento, e Jerusalém passa a ser a noiva do Cordeiro (a Igreja invisível como um todo).
O “Novo Templo” na formatação do Pacto após o fim da formatação do antigo Pacto no ano 70:
“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” 1. Coríntios 6.19
Os “Novos Sacerdotes” na nova formatação do Reino:
“E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.” Apocalipse 1.6
A “Nova Jerusalém” na nova formatação do Reino:
“... Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.” Apocalipse 21.9-10
Jesus em Mateus 24.6 e seus paralelos, também não está falando das guerras modernas do século XX (e século XXI), afinal estamos trabalhando nestas reflexões com a perspectiva de que tudo o que Jesus falou antes do verso 34, deveria ocorrer naquela geração dos discípulos de Jesus.
Interpretamos a palavra geração como significando geração mesmo.
“Em verdade vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre esta geração.” Mateus 23,36
Primeiro vamos relembrar os historiadores.
Novamente o historiador judeu Flávio Josefo, General capturado pelos romanos e testemunha ocular dos anos de guerra e da destruição de Jerusalém, relata que no período de 10 anos antes do ano 70, houve um surto de messianismo, onde os judeus seguindo vários líderes revolucionários e supostos cristos que surgiam, se rebelaram generalizadamente, provocando uma reação do império Romano que teve que mobilizar vários reinos e povos aliados (subordinados), para guerrear e destruir cada levante, que terminou por fim no cerco e na destruição de Jerusalém em 70 e de Massada em 73.
Não bastasse o depoimento histórico de Josefo, temos o historiador romano Públio Cornélio Tácito que nos conta que neste período de antes do ano 70, surgiram distúrbios na Alemanha, comoções na Trácia, insurreições na Gália, intriga entre os partos, guerra na Bretanha, guerra na
Armênia, tudo isto registrado na sua principal obra cujo título é “Annales”.
Tácito viveu de 55 até 120 d. C., e foi contemporâneo de todas estas guerras e rumores de guerras.
Ambos tanto Josefo, quanto Tácito falam de terremotos assombrosos e constantes, e de um período de fome resultando em peste.
Além da passagem do cometa Halley na década de 60, que nos dias de hoje já provocou grande comoção, imaginem numa sociedade típica do ano 60, Josefo relata que durante todo o cerco a Jerusalém havia uma estrela semelhante a uma espada que ficava sobre Jerusalém.
Mas pouco nos importa de certa forma o que disseram os historiadores, bastariam as palavras de Jesus.
Mas de igual forma vamos ver se a escritura também fala alguma coisa a respeito.
Sobre fome e conseqüentes pestes:
“E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo e isso aconteceu no tempo de Cláudio César.” Atos 11.28
Sobre terremoto:
“E de repente sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos.” Atos 16.26
Portanto, nesta perspectiva entendemos que Jesus na leitura até estes versículos, não se enganou em nada do que profetizou e os discípulos a medida que foram vivendo este período, certamente lembravam as palavras de Jesus, e aplicavam isto às suas vidas e à sua geração e tinham nos seus corações as palavras de consolo de Jesus “não vos assusteis, não vos perturbeis”.
Com estes outros sinais (guerras, rumores, terremotos, fomes e pestes) cumpridos, terminamos mais uma “dose”.
Na próxima reflexão, refletiremos sobre quando em seqüência Jesus profetiza que os discípulos passariam por um período de grande perseguição.
Até lá!
